“Guardar O Pessimismo Para Dias Melhores”

27 Nov 2018 05:00
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<h1>Basquete: Site Triplo-Double - IG</h1>

<p>Como poder&aacute; um peixe vivo viver fora da &aacute;gua fria? S&oacute; mesmo se for uma sereia, e do tipo vivido por Isis Valverde em A Pot&ecirc;ncia do Ansiar, a trama das 9 da Globo. Acredite se quiser: elas est&atilde;o se espalhando pelo Brasil e pelas m&iacute;dias sociais, perante o r&oacute;tulo do sere&iacute;smo, t&iacute;tulo dado a um modelo de jeito que pra v&aacute;rios ultrapassa o conceito de modinha. H&aacute; quem, e tamb&eacute;m uma enorme cauda de peixe, incorpore no dia a dia h&aacute;bitos que implicam um um contato mais violento n&atilde;o apenas com a &aacute;gua, por&eacute;m com o meio-ambiente de forma geral. “O sere&iacute;smo tem toda uma filosofia”, prega Mirella Ferraz, a primeira sereia profissional brasileira, que diz ficar irritada quando chamam o sere&iacute;smo de moda ou embarcam nele s&oacute; “para obter likes no Instagram”. “Tem que ter uma identifica&ccedil;&atilde;o com a &aacute;gua, se notar feliz nela.</p>

<p>Ser muito ligada ao meio-recinto, ser ativista, querer e estudar o universo das sereias. N&atilde;o &eacute; s&oacute; p&ocirc;r conchinha no cabelo”, argumentada os crit&eacute;rios a sereia que serviu de base para Gloria Perez fazer Ritinha, a protagonista de Isis. “Eu nasci com amor pela &aacute;gua, uma fixa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o consigo explicar”, conta.</p>

<p>A fixa&ccedil;&atilde;o por sereias moldou os trinta e tr&ecirc;s anos de exist&ecirc;ncia de Mirella, que fez faculdade de biologia marinha, pra entender golfinhos, e morou em lugares como Fernando de Noronha e no litoral baiano. O site tem por coincid&ecirc;ncia o mesmo nome dado ao h&aacute;bitos de vida dos amantes das sereias.</p>
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<p>“Eu escrevia textos de moda e prontamente era comum usar ‘-ismo’ pra definir alguma universidade, como minimalismo. Redigindo um texto sobre o assunto estampas praianas, acabei de terminar pensando em sere&iacute;smo. Amei em t&atilde;o alto grau do termo que usei no blog”, explica Bruna, que comanda a p&aacute;gina pr&oacute;ximo com a amigo Camila Gomes. “Quando a moda surgiu e come&ccedil;aram a denomin&aacute;-la desse modo, eu fiquei surpresa.” O nome surgiu junto com o web site, pois que, pela mesma &eacute;poca, grifes como Chanel e Victoria’s Secret se inspiravam nesses seres lindos em seus desfiles universo afora. Entretanto a virada em terras brasileiras ocorreu em 2015. “No mundo inteiro estava bastante popular, outras famosas internacionais come&ccedil;aram a tirar fotos com uma cauda, como Katy Perry, Paris Hilton, Lady Gaga fez shows e um clipe vestindo uma. Aqui muitas famosas quiseram copiar, como a Ivete Sangalo e a Adriane Galisteu.</p>

<p>Com isto, o povo come&ccedil;ou a olhar o sere&iacute;smo um pouco melhor, n&atilde;o como algo de gente insana, e sim que &eacute; qualquer coisa vistoso, interessante e que pode carregar magia para tua vida”, explica Mirella. Outra prova da explos&atilde;o do sere&iacute;smo est&aacute; nos neg&oacute;cios de Mirella Ferraz, que confecciona e vende caudas.</p>

<p>Nos dias de hoje, ela comercializa de 60 a 100 caudas por m&ecirc;s, a at&eacute; 429 reais cada uma. Quando abriu o ateli&ecirc;, em 2012, a sereia n&atilde;o chegava a vender nem 10 caudas por m&ecirc;s, foi mesmo em 2015 que a mar&eacute; virou. “Aumentou muito a pesquisa, nesta hora o estoque esgota todo m&ecirc;s. Antes, era s&oacute; eu.</p>

<p>Hoje, al&eacute;m de mim e da minha m&atilde;e, que virou minha s&oacute;cia no ateli&ecirc;, tive que contratar mais quatro costureiras. Mirella diz nunca ter tido a ambi&ccedil;&atilde;o de — ou imaginado que poderia — transformar a tua paix&atilde;o de crian&ccedil;a em carreira, o que, por acaso, ocorreu naturalmente. Em 2003, aos dezenove anos, fez a primeira cauda. Ela precisou achar uma f&aacute;brica de neopreme de mergulho (tecido de borracha usado nos trajes do esporte aqu&aacute;tico) e convencer a corpora&ccedil;&atilde;o a vender o artefato, pelo motivo de a f&aacute;brica s&oacute; atendia pessoas jur&iacute;dicas. Depois, precisou importar uma monofin, a barbatana especial pra nado em apneia (t&eacute;cnica em que se utiliza a pr&oacute;pria per&iacute;cia do pulm&atilde;o de prender a respira&ccedil;&atilde;o, sem a ajuda de um cilindro de ar). “Minha cauda foi uma realiza&ccedil;&atilde;o.</p>

<p>Foi no momento em que me senti completa”, conta Mirella, que guarda at&eacute; hoje a forma&ccedil;&atilde;o. Com a cauda, Mirella usou a web para comprovar os seus feitos como sereia. “Eu coloquei fotos pela rede, e v&aacute;rias pessoas acharam animado e come&ccedil;aram a se interessar, principalmente fora do Brasil. Pelo motivo de, por aqui, o que &eacute; contr&aacute;rio &eacute; ris&iacute;vel.</p>

<p>J&aacute;, por exemplo, no Jap&atilde;o, voc&ecirc; poder&aacute; sair vestido de anime e ningu&eacute;m julga. V&aacute;rias pessoas acharam fant&aacute;stico e come&ccedil;aram a vir dizer comigo, entretanto n&atilde;o encontrei que ia fazer tal sucesso”, conta, modesta. A sereia come&ccedil;ou a ter milhares de visualiza&ccedil;&otilde;es no Youtube, m&eacute;dia que mant&eacute;m at&eacute; hoje em teu canal. E chamou a aten&ccedil;&atilde;o da equipe do Muito bom, o dominical da Globo, que gravou uma mat&eacute;ria com ela no Aqu&aacute;rio de S&atilde;o Paulo. O dono do lugar a convidou pra fazer apresenta&ccedil;&otilde;es regularmente, e portanto a sua fixa&ccedil;&atilde;o virou profiss&atilde;o, e ela passou a se mostrar em aqu&aacute;rios e parques aqu&aacute;ticos, at&eacute; criar um ateli&ecirc; de caudas.</p>

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